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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Texto: O lápis e o apontador



Estamos no tempo do computador, mas gosto de, às vezes escrever com lápis. É uma sensação diferente. Você vê não apenas o que escreveu, mas também sua letra, de seu jeito próprio. Não sei por que, mas sempre gostei daquela cor cinza da escrita do lápis.
Outro dia estava escrevendo. Percebi que o lápis estava falhando, não estava escrevendo direito. Peguei um apontador que tenho e que guardo comigo há bastante tempo, e, com poucos giros, o lápis estava pronto para escrever de novo. Um pouco menor do que antes, mas pronto para escrever.
Enquanto apontava o lápis, fiquei observando. Na vida da gente também é assim. Depois de algum tempo, é preciso apontar o lápis. Vivemos as preocupações do dia-a-dia, as muitas atividades, o cansaço, a rotina, e eles vão fazendo com que o lápis de nossa vida vá ficando rombudo, já não escrevendo bem nossa história. É hora de passar pelo apontador.
São os muitos os apontadores que podemos usar: um dia de descanso, um final de semana com quem gostamos uma noite bem dormida, um papo aberto e sincero com um amigo, um abraço desinteressado, um aconselhamento com alguém mais experiente, um momento de oração, de encontro pessoal com Deus e com nós mesmos, a leitura de um bom livro, um bom filme, um dia de retiro, um mês de férias, um curso de atualização... São muitas as oportunidades.
Passar pelo apontador não deve ter sido agradável para o lápis. Afinal, para que a ponta ficasse evidente e apropriada para escrita, ele teve que se deixar cortar. E deixou-se cortar na “carne”. Mas, não tinha outra saída: ou enfrentava o apontador ou não podia mais desempenhar sua função de escrever. Um lápis sem ponta é incompleto. Não serve para nada. É apenas um enfeite.
Penso que, muitas vezes, somos mais medrosos ou covardes do que o lápis. Quantas vezes sentimos que estamos perdendo a capacidade de escrever por causa da rotina, pelo desleixo, pela acomodação, pelo não-atualização, pelo descuido das pequenas coisas mas, não temos coragem de enfrentar o apontador e nos refazer? Acho que temos medo, porque sabemos que afiar a ponta significa, quase sempre, cortar excessos, aparar o que está sobrando e dificultando, retomar caminhos, abandonar atitudes e vícios, às vezes, já arraigados, mudar comportamentos, olhar em outras direções, pedir desculpas, superar o egoísmo, o narcisismo, perdoar... E isso é muito difícil.
Mas voltemos a história do lápis e de apontador. Ao passar pelo apontador, o lápis foi cortado em sua parte externa, mais também em seu interior. O carvão interno também foi modelado, renovado. Para que a escrita fique perfeita, a ponta precisa ser feita por inteiro. O mesmo acontece conosco. Ou apontamos nosso lápis e refazemos nossa capacidade de escrever história, deixando-nos modelar externa internamente, ou seremos como um lápis sem ponta, sem utilidade, sem significado.
Estamos recomeçando um novo tempo. É hora de escrevermos uma nova história. Que tenhamos bem apontado nosso lápis. Texto de: Padre Genésio Zeferino da Silva Filho

2 comentários:

edy disse...

adorei esse texto do lápis eo apontador mmuito bom mesmo .me concidero como uma pessoa muito inteligente mais adoro adquirir novas experiencias com quem sabem muito mais que muito bom trocar experiencias pinheiroedy1@hotmail.com

edy disse...

nelsa mda reflexoes para meu email pinheiroedy1@hotmail.com

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