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domingo, 15 de maio de 2011

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA




Para Cagliari, 1999, são as peculiaridades que a língua vai adquirindo com o tempo em função do seu uso por comunidades específicas. “Todas as variedades, do ponto de vista estrutural lingüístico, são perfeitas e completas entre si. O que as diferencia são os valores sociais que seus membros têm na sociedade.”

A sociolingüística está dividida em dois ramos, o norte americano e o europeu. Para o primeiro, variações lingüísticas são as diferenças dentro de uma mesma língua quanto ao uso, vocabulário, semântica. E, o ramo europeu considera como variação lingüística o dialeto. O que, para alguns lingüistas, é considerado outra língua.

Fichamento do texto: A Escola entre a Ciência e o Senso Comum, Marcos Bagno, 2007. “...onde tem variação (lingüística) sempre tem avaliação (social).”
O autor coloca que nossa sociedade é extremamente hierarquizada e que os bens e valores culturais circulantes, incluindo a língua, também o são. Dessa maneira, a sua forma de falar diz à que camada social você pertence. O que torna a língua um poderoso instrumento de controle social, de promoção ou de humilhação, de inclusão ou de exclusão.
Mesmo sabendo que as formas nós vai e nós vamos são duas formas de dizer a mesma coisa, elas comunicam a origem social de quem fala, sua inserção maior ou menor na cultura letrada, sempre mais valorizada que a oral.

Ao professor cabe promover a reeducação sociolingüística, que é valer-se do espaço e do tempo escolares para formar cidadãos conscientes da complexidade da dinâmica social, das múltiplas escalas de valores que empregamos a todo momento em nossas relações com as outras pessoas por meio da linguagem.

Esse trabalho implica em levar o aluno a:
Entender que é possuidor de plena capacidade de expressão.
Tomar consciência da escala de valores existente na sociedade, mas sem levar a aceitação dessa discriminação nem à submissão a ela.
Ampliar o seu repertório comunicativo.
Conscientizar-se de que a língua é elemento de promoção social e também de repressão.
Inserir-se nas práticas de letramento.
Reconhecer a diversidade lingüística como uma riqueza da nossa cultura.
Bagno faz uma crítica ao uso inadequado das tiras do Chico Bento, dos sambas de Adoniran Barbosa e dos poemas de Patativa do Assaré para tratamento da variação lingüística. O uso apenas desses exemplos mostra que a variação lingüística é tratada como sinônimo de variedade regional, de pessoas não escolarizadas. Além disso, as falas desses personagens não são representações fiéis das variedades lingüísticas que veiculam, mas deve ficar claro que esse não é o problema já que são manifestações artísticas e não têm o compromisso científico.
O interessante seria levar os alunos a refletirem sobre a não fidelidade da transcrição que aparece nas tirinhas e que muitos traços ali presentes apareçam no meio urbano também.
O português brasileiro são três: uma norma padrão que ninguém fala, aquela da gramática. Um conjunto de variedades estigmatizadas e um conjunto de variedades prestigiadas.

Existem dois conjuntos de traços lingüísticos:
Traços graduais – presentes em todos os falantes (rôpa, pôco, ôro)
Traços descontínuos – presentes nos falantes das variedades estigmatizadas (teia, abêia, trabaia)
MUDANÇAS DA LÍNGUA
• Nível: fonético/fonológico (a palavra ‘senhora’ era pronunciada em séculos passados com o ‘o’ fechado ‘senhôra’);
• morfológico (o diminutivo de ‘rapaz’ mais comumente usado tempos atrás era ‘rapazola’. Hoje, prefere-se o uso do sufixo -inho, na forma ‘rapazinho’.);
• lexical (a palavra ‘algibeira’ era usada para designar o que atualmente chamamos de ‘bolso’);
CONTINUANDO:
sintático (o uso da mesóclise, isto é, o pronome oblíquo no meio do verbo, era também frequente em séculos passados ‘Emprestar-me-ia o livro, por favor?’. Atualmente, no Brasil, é mais comum o uso do pronome antes do verbo, em próclise: ‘Me empresta o livro, por favor?’);
semântico (a palavra ‘beleza’ costumava ser usada significando condição de algo que é belo. Hoje, os jovens dizem ‘beleza’ em reposta, por exemplo, a um pedido de desculpas, significando ‘tudo bem’, ‘não foi nada’).

OBJETOS DE ESTUDO:
A língua falada, produzida em seus contextos sociais, em situações reais de uso.( Exceto as telenovelas, peças teatrais entre outros porque são discursos superficiais e preparados antecipadamente)
Os estudos diacrônicos se interessam pelas mudanças linguísticas ocorridas ao longo do tempo; já os estudos sincrônicos se interessam pelas variações da língua que ocorrem no momento atual, isto é, em que o estudo é realizado.

Textos pegos na internet, junção de alguns, desculpem os autores; esqueci de anotar... Se alguém se sentir chateado por isso, mande - me a resposta que coloco os autores...

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